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O mercado literário edita anualmente,
algo em torno de 1 milhão de livros, cada título com uma tiragem
específica. O maior problema desse setor é o descompasso que existe
entre a tiragem e a demanda por esse produto.
Fica fácil atribuir que o brasileiro
não tem o hábito da leitura, para justificar as dificuldades em nosso
país. Mas, outras variáveis também exercem influência, como por
exemplo, o preço final do livro, o tempo disponível que as pessoas têm
para essa finalidade, o marketing praticamente inexistente, entre
outros, que fazem do nosso mercado literário, um dos piores no mundo.
O preço final do livro é um problema
para nós, não exatamente por ser caro, mas pelo poder aquisitivo de
nossa população: Em geral, o brasileiro gasta uma parcela de sua renda 3
vezes maior do que um francês gasta para adquirir um livro.
De 1990 até hoje, o número de títulos
publicados praticamente dobrou (passou de 20 mil para mais de 40 mil ao
ano). O número de exemplares impressos, no entanto, cresceu pouco.
(Passou de 240 mil para 300 mil ao ano). O mercado editorial brasileiro
soube atuar nesse cenário: O faturamento global do setor passou de 900
milhões, em 1990, para 2,5 bilhões, em 2005.
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O Brasil é um país que lê pouco. Em
2001, Segundo o IBGE, dos 5506 municípios catalogados, apenas 1927
contavam com alguma livraria. O Jornal do Brasil já foi mais pessimista,
afirmando que 90% dos municípios brasileiros não possuíam nenhuma
livraria. Neste cenário, não é de se admirar que apenas 10% da população
lê pelo menos um livro por ano.
As tendências não são otimistas ao
Mercado Literário. A Internet pode muito bem acabar ou reduzir
drasticamente com a leitura tradicional. Atualmente, há um sem-número de
publicações disponíveis na Internet. Os maiores best sellers do mundo,
também estão lá, disponíveis e impunes.
As ações do Governo podem refletir em
políticas favoráveis à leitura. A França criou um imposto de 3% sobre as
máquinas copiadoras, e as pessoas que copiam (licita e ilicitamente,
acabam pagando pela política do livro. Nessa mesma linha de raciocínio,
os scanners, tonners, também podem ser taxados. O problema é que o
Governo não pode ver dinheiro. (A CPMF originalmente foi criada para
atender o Fundo Nacional de Saúde).
O Setor editorial faturou quase R$ 3 bilhões em
2006, com um crescimento de 11,97% em relação ao ano anterior. A
despeito de algumas previsões, de que o aumento nos acessos à internet
poderia comprometer a comercialização de livros, no curto prazo, o que
ocorreu foi um aumento das vendas por este canal. 14% desse mercado foi
com as vendas de livros didáticos, seguidos pelos livros técnicos e
profissionais, respondendo por 11% do total vendido.
As vendas de livros didáticos para o governo
brasileiro baterão recorde em 2007, podendo alcançar 152 milhões de
exemplares. Atualmente o Ministério da Educação é considerado o maior
comprador de livros do mundo.
O mercado editorial brasileiro está em oitavo
lugar em volume de produção no ranking mundial, mas segundo o Plano
Nacional do Livro e Leitura o índice de leitura do brasileiro ainda é
muito baixo: 1,8 livros por habitante/ano, enquanto que na França, a
média é de 7 livros por habitante/ano.
Analfabetismo funcional: somente 25% dos
brasileiros com idade entre 15 e 64 anos são capazes de entender textos
longos e comparar conteúdos.
A leitura em números
|
RELATÓRIO DE PRODUÇÃO
|
||
|
Ano
|
Editores Cadastrados
|
ISBN atribuídos
|
|
2006
|
1.724
|
33.905
|
|
2005
|
1.682
|
42.165
|
Fonte: Biblioteca Nacional
|
Registros ISBN por assunto
|
|
|
CATEGORIA
|
2006
|
|
Literatura
|
4.963
|
|
Religiosos e Esotéricos
|
2.484
|
|
Didáticos
|
2.858
|
|
Ciências Sociais e Humanas
|
8.048
|
|
Lingüística e Língua Estrangeira
|
850
|
|
Ciências e Tecnologia
|
3.593
|
|
Arte e Lazer
|
1.566
|
|
Obras de Referência
|
1.184
|
|
Outro/Sem assunto determinado
|
4.544
|
Fonte: Biblioteca Nacional
|
Quantidade de Editoras por estado
|
||
|
Estado
|
Quantidade
|
Percentual
|
|
ACRE
|
9
|
0,1041
|
|
ALAGOAS
|
20
|
0,2313
|
|
AMAPÁ
|
8
|
0,0925
|
|
AMAZONAS
|
43
|
0,4973
|
|
BAHIA
|
268
|
3,0993
|
|
CEARÁ
|
149
|
1,7231
|
|
DISTRITO FEDERAL
|
413
|
4,7762
|
|
ESPÍRITO SANTO
|
78
|
0,9020
|
|
GOIÁS
|
99
|
1,1449
|
|
MARANHÃO
|
29
|
0,3354
|
|
MATO GROSSO
|
46
|
0,5320
|
|
MATO GROSSO DO SUL
|
45
|
0,5204
|
|
MINAS GERAIS
|
580
|
6,7075
|
|
PARAÍBA
|
50
|
0,5782
|
|
PARANÁ
|
500
|
5,7824
|
|
PARÁ
|
69
|
0,7980
|
|
PERNAMBUCO
|
150
|
1,7347
|
|
PIAUÍ
|
17
|
0,1966
|
|
RIO DE JANEIRO
|
1934
|
22,3661
|
|
RIO GRANDE DO NORTE
|
43
|
0,4973
|
|
RIO GRANDE DO SUL
|
533
|
6,1640
|
|
RONDÔNIA
|
8
|
0,0925
|
|
RORAIMA
|
4
|
0,0463
|
|
SANTA CATARINA
|
263
|
3,0415
|
|
SÃO PAULO
|
3269
|
37,8050
|
|
SERGIPE
|
13
|
0,1503
|
|
TOCANTINS
|
7
|
0,0810
|
|
Total
|
8647
|
100%
|
Fonte: Biblioteca Nacional
Produção e Vendas do Setor Editorial
Brasileiro
|
Ano
|
Produção
|
Vendas
|
||
|
Títulos
|
Exemplares
|
Exemplares
|
Faturamento
(R$) |
|
|
1990
|
22.479
|
239.392.000
|
212.206.449
|
901.503.687
|
|
1991
|
28.450
|
303.492.000
|
289.957.634
|
871.640.216
|
|
1992
|
27.561
|
189.892.128
|
159.678.277
|
803.271.282
|
|
1993
|
33.509
|
222.522.318
|
277.619.986
|
930.959.670
|
|
1994
|
38.253
|
245.986.312
|
267.004.691
|
1.261.373.858
|
|
1995
|
40.503
|
330.834.320
|
374.626.262
|
1.857.377.029
|
|
1996
|
43.315
|
376.747.137
|
389.151.085
|
1.896.211.487
|
|
1997
|
51.460
|
381.870.374
|
348.152.034
|
1.845.467.967
|
|
1998
|
49.746
|
369.186.474
|
410.334.641
|
2.083.338.907
|
|
1999
|
43.697
|
295.442.356
|
289.679.546
|
1.817.826.339
|
|
2000
|
45.111
|
329.519.650
|
334.235.160
|
2.060.386.759
|
|
2001
|
40.900
|
331.100.000
|
299.400.000
|
2.267.000.000
|
|
2002
|
39.800
|
338.700.000
|
320.600.000
|
2.181.000.000
|
|
2003
|
35.590
|
299.400.000
|
255.830.000
|
2.363.580.000
|
|
2004
|
34.858
|
320.094.027
|
288.675.136
|
2.477.031.850
|
|
2005
|
41.528
|
306.463.687
|
270.386.729
|
2.572.534.074
|
|
2006
|
46.026
|
320.636.824
|
310.374.033
|
2.880.450.427
|
Fonte: SNEL - Sindicato Nacional dos Editores de
Livros
Fonte (exceto imagens) http://www.agenteliterario.com.br/mercado.htm


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