
Especificamente sobre a data de aniversário, pode se
pensar em duas hipóteses. A primeira é para os casos mais leves. Assim o fato
de se ficar triste na data de aniversário seria o fato de não se poder
comemorar aquela data com alguém que se gostaria (ante querido, amor não
correspondido, alguém que está distante, etc). Há também os acontecimentos do
dia de aniversário, que para muitos se torna inconveniente, festa surpresa,
ligações a todo instante, e-mails e torpedos que precisam ser respondidos e por
e tantas outras coisas desta natureza.
Nos casos mais extremos, a tristeza no dia do
aniversário teria relação com o medo da morte, com a proximidade dela.Tem um
autor que admiro muito: Irvin Yallom. Ele é um psicólogo existencial que fala
da angústia de morte de maneira sublime e tentarei passar para vocês o que
seria a angústia de morte.
Todos nós tememos a morte e lidamos com ela desde cedo. Quando crianças, quando uma folha amarela cai da árvore, um bichinho de estimação morre ou até mesmo quando um ente querido falece, tomamos consciência de nossa mortalidade.
O problema começa quando na vida adulta ao negarmos nosso medo da morte ele surge de forma disfarçada, como por exemplo, através do Transtorno do Pânico. A angústia de morte também pode aparecer quando ficamos tristes com a proximidade de nosso aniversário e não entendemos o motivo, numa ansiedade que nos acomete sem um motivo aparente, entre outras formas.
Então, o medo exagerado do morrer seria para Irvin um reflexo de uma vida mal vivida, isto é, uma vida onde as pessoas estão mais preocupadas em satisfazer as necessidades dos outros do que as suas. Uma vida onde se faz tudo "certinho", tudo dentro do script, mas na verdade esta pessoa gostaria de realizar outras coisas em sua passagem na Terra, mas se paralisa diante do medo de ser ela mesma, do que os outros vão falar, etc.
Todos nós tememos a morte e lidamos com ela desde cedo. Quando crianças, quando uma folha amarela cai da árvore, um bichinho de estimação morre ou até mesmo quando um ente querido falece, tomamos consciência de nossa mortalidade.
O problema começa quando na vida adulta ao negarmos nosso medo da morte ele surge de forma disfarçada, como por exemplo, através do Transtorno do Pânico. A angústia de morte também pode aparecer quando ficamos tristes com a proximidade de nosso aniversário e não entendemos o motivo, numa ansiedade que nos acomete sem um motivo aparente, entre outras formas.
Então, o medo exagerado do morrer seria para Irvin um reflexo de uma vida mal vivida, isto é, uma vida onde as pessoas estão mais preocupadas em satisfazer as necessidades dos outros do que as suas. Uma vida onde se faz tudo "certinho", tudo dentro do script, mas na verdade esta pessoa gostaria de realizar outras coisas em sua passagem na Terra, mas se paralisa diante do medo de ser ela mesma, do que os outros vão falar, etc.
O que anda
fazendo de sua existência? Está com medo de viver da forma que gostaria?
Dias especiais, como Dia dos Pais, Dia das Mães,
Natal e o Ano Novo, nos trazem memórias de tempos antigos, e talvez até de
pessoas que amamos. A doce nostalgia nos ajuda a ter uma sensação de conexão,
tanto nos dias de festa quanto nos comuns. E, para a psicóloga Krystine Batcho,
a nostalgia pode trazer uma ideia de alívio para quem está vivendo tempos
difíceis na vida.
A nostalgia já foi definida por vários teóricos. O
termo foi originalmente cunhado em 1688, por um médico que queria categorizar a
saudade que os soldados tinham de casa. Ele via o sentimento como uma doença
física experimentada pelos jovens na guerra, longe de casa pela primeira vez.
Naquela época, sem telefone ou internet, estar longe podia ser muito
traumático. E daí vários sintomas surgiam, até anorexia, decorrente da falta de
apetite.
Hoje, os teóricos fazem importantes distinções
entre dois tipos diferentes de nostalgia, a histórica e a pessoal. Ambas são
psicológicas e classificadas como estados emocionais.
O primeiro tipo tem relação com ter bons
sentimentos ou se sentir atraído por tempos em que o individuo às vezes nem era
nascido. Um exemplo é um de nós sentir nostalgia pelo período Vitoriano.
O segundo é o uso mais comum do termo nostalgia, e
também o tipo mais estudado. Você já deve imaginar que são os momentos em que
sentimos emoções por algo que já vivemos. É o tipo autobiográfico da nostalgia.
O que confunde os estudos é que algumas pessoas
falam da nostalgia como um traço de personalidade (alguém mais ou menos
nostálgico), e outros como um humor passageiro, por exemplo, “me sinto mais
nostálgico no Natal”. E você pode definir o sentimento como achar melhor.
A nostalgia como um humor, quase todos concordam
que é universal. Até crianças podem ser nostálgicas. Por exemplo, ela pode
ficar nesse “estado de espírito” quando falar de brinquedos antigos.
Batcho, que estuda a nostalgia, afirma que a
sensação é importante para manter um senso constante de quem você é. “Você pode
se referir a isso como um senso ou consciência de identidade”.
Nesse sentido, em situações traumáticas, que mudem
muito o estilo de vida ou a situação de uma pessoa, a nostalgia ajuda a lhe
lembrar de quem você é.
Para a psicóloga, a idade que apresenta os picos de
nostalgia é a jovem adulta. “Essa fase é muito importante psicologicamente e no
desenvolvimento próprio, onde os indivíduos descobrem o que querem ser”.
E, para as datas especiais, como o Natal ou o
aniversário, a coisa fica ainda mais emocionante. A publicidade coloca em
nossas cabeças que essas datas comemorativas estão centradas nos
relacionamentos.
Mas pense em quem não pode estar junto de quem
quer, por motivo de morte ou distância, por exemplo. “A solidão é um
catalisador de nostalgia. É interessante, porque o sentimento faz você se
sentir conectado novamente. Ajuda a diminuir a sensação de estar sozinho. E as
datas especiais são notórias para fazer as pessoas se sentirem sozinhas, mesmo
que não estejam fisicamente sozinhas”.
Mas calma, no seu Natal e Ano Novo a nostalgia pode
até ser boa. “Pode ser psicologicamente útil, porque lembra que seu valor não
depende de dinheiro, emprego, saúde, ou outras coisas materiais, mas as pessoas
que te amam, ou amaram”, afirma Batcho.
“Datas assim trazem aspectos culturais e até mitos,
como o Papai Noel. E isso faz as pessoas se sentirem mais conectadas com o
passado e com os outros, além de barreiras do tempo, culturais. É um fenômeno
único, um fenômeno de união”, finaliza.
Fonte: http://hypescience.com/porque-as-datas-festivas-nos-deixam-nostalgicos/...

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