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26.7.14

O Brasil perdeu quatro grandes escritores em pouco menos de um mês



Em pouco menos de um mês, o Brasil perdeu quatro grandes escritores Colegas e especialistas tentam contabilizar as perdas para o país 


O ciclo trágico que abalou a literatura brasileira neste julho friorento começou na primeira quinta-feira do mês, quando a morte levou o poeta Ivan Junqueira. Surpreendeu a todos no último dia 18, tirando a vida de João Ubaldo Ribeiro. E entristeceu os leitores apaixonados pelo Brasil popular no início desta semana, ao colocar a Caetana no caminho de Ariano Suassuna. Não satisfeita, a dona morte passou por Campinas (SP) e levou Rubem Alves, cronista habilidoso e grande pensador da educação no país.
É um vazio literário que não será preenchido. Eles fazem parte de uma era na qual escritores eram celebridades seguidas na rua e personalidades capazes de lotar auditórios. Viveram o suficiente para deixar uma obra acabada e bem lapidada, mas não o bastante para saciar uma legião de leitores fiéis e fascinados.

Se essas mortes têm seu aspecto triste, elas carregam também uma tragicidade na leitura do crítico e escritor Silviano Santiago. “Porque eles são escritores complementares”, explica. “Nenhum terá um correspondente perfeito na situação atual.” Ivan Junqueira supriu uma lacuna relegada a segundo plano pelo modernismo ao investir no diálogo com a poesia lusitana. “Era um poeta de formação clássica que reata esse diálogo de maneira brilhante. Além disso, era um grande tradutor”, diz Santiago, ao lembrar traduções memoráveis de T. S. Eliot e Charles Baudelaire.
João Ubaldo resgatou, segundo o crítico, uma tradição esquecida nos anos pós-ditadura, quando surgiu com uma literatura mais regional, e Suassuna trouxe a experiência portuguesa popular para o Brasil. O país não chegou a viver o medievo, mas o paraibano mostrou que havia uma raiz medieval na cultura popular nacional.

Ignácio de Loyola Brandão ficou desolado com as perdas. “Foi um tusnami. Ariano é um buraco enorme na camada de ozônio da literatura brasileira. Um grande homem, de uma cultura imensa que ia de Shakespeare ao cordel com a mesma desenvoltura, não tinha nada de acadêmico, não alardeava erudição e falava a língua do povo brasileiro”, descreve.

O poeta maranhense Ferreira Gullar revelou que, há poucos dias, havia recebido carta de Ariano Suassuna em apoio a sua candidatura à Academia Brasileira de Letras e se disse chocado com as mortes tão próximas dos companheiros. “São perdas incalculáveis. Estou tão perplexo como qualquer outra pessoa. Mas a vida continua e a literatura continua. É uma perda porque essas pessoas continuavam produzindo. Infelizmente não se sabe o por que em tão pouco tempo. Eu pessoalmente acho que é um mistério. Vamos esperar que surjam outros.”

O poeta amazonense Tiago de Mello lembrou que a obra dos grandes escritores permanece viva, no entanto. “A literatura do Brasil não perdeu nada com a morte deles. A obra deles continua viva, porque eram obras grandiosas que vão durar para sempre. Na última vez em que estive com Ariano, em um evento em Ribeirão Preto (SP), ele me disse que logo morreria, mas que seus personagens continuariam vivos. A obra dele engrandeceu o Brasil, a literatura oral e a poesia do Nordeste.”

Eco na Academia
Escritor, ensaísta, jornalista e membro da ABL, o pernambucano Marcos Vilaça foi três vezes presidente da academia e lembrou que as perdas vão deixar um espaço insubstituível na ABL. “O inusitado foi essa sequência de perdas muito fortes que caiu sobre a academia: um poeta, um romancista, e um dramaturgo. Isso desorientou a todos nós. Quando começávamos a pensar na perda de um, veio o outro e mais outro”, constata.

Amigo pessoal de Ariano Suassuna, Vilaça lembra que foi escolhido pelo escritor para ser recebido na ABL e destaca a importância da obra e pensamento de Ariano para o Brasil. “Eu admiro muito em Ariano o fato dele ter reunido o erudito e o popular e ter reunido o sangue da tragédia com o riso da comédia. Ariano é insubstituível. É singular. Por isso, vai ficar sempre a sensação de falta. Ele conseguiu o admirável de fazer a gente escutar o silêncio no Sertão. Deu som ao silêncio que a gente tem nas terras sertanejas.”

A acadêmica Nélida Piñon mal havia pensado nas palavras a serem ditas na Sessão da Saudade que homenagearia João Ubaldo na ABL quando recebeu a notícia da morte de Suassuna. “Os buracos que eles deixam são aqueles de três grandes escritores”, disse. “Cada qual tem uma voz narrativa e cada um deles dá início ao Brasil com a sua versão sobre o país. O Brasil perde um retrato precioso de si mesmo.” O país, aponta a escritora, está presente na obra de todos eles. A união entre a cultura popular e a erudita marca as peças de Suassuna, enquanto o talento narrativo de João Ubaldo permite a aparição de personagens totalmente afinados com a cultura nacional. Nos versos de Junqueira, vida e morte são duas pontas do destino humano e ganham uma leitura particular no contexto literário nacional e no diálogo com a poesia portuguesa.

Fonte referência:http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/viver/2014/07/26/internas_viver,518389/em-pouco-menos-de-um-mes-o-brasil-perdeu-quatro-grandes-escritores.shtml 

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Coordenação de Mídia: Professore Jumar Adorno
 


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