Eu me apaixonei uma vez...
Mas quantas vezes,
quis te convidar pra sair,
olhar em seus olhos e,
dizer:
“Eu gosto de você.”
Mas nunca tive coragem.
Tinha medo de ser rejeitado.
Ficava em casa,
com o telefone no colo e,
meu orgulho intacto.
E o coração,
em mil pedaços.
Eu me apaixonei uma vez.
Mas quantas vezes,
te vi dentro do elevador,
de chinelo,
blusa branca e
moletom.
Ou de vestido vermelho,
salto alto e,
batom.
O que eu queria mesmo,
era parar o elevador,
elogiar o seu cabelo,
roubar um beijo e dizer:
“Você é linda de qualquer jeito.”
Mas não tive coragem.
Tive receio,
de parecer louco ou
então, só um menino bobo.
Algo assim, sabe?
Eu me apaixonei uma vez.
Mas quantas vezes,
acordei no meio da noite,
pensando em você.
Mas nunca tive coragem,
de transformar sonho,
em realidade.
Eu me apaixonei uma vez.
Mas quantas vezes,
quis te buscar na sexta,
pra dançar, até o dia clarear.
No sábado,
pro café da manhã e almoçar.
E no domingo,
pra tomar banho no rio.
Mas nunca tive coragem,
de transformar algo raro,
em um amor extraordinário.
Eu me apaixonei uma vez.
Mas quantas vezes,
na cama, à noite,
olhei para o céu,
vi uma estrela cadente,
fechei os olhos e,
desejei você.
Mas não tive coragem,
de parar na sua frente e,
realizar o pedido:
“Quer sair comigo?”
Eu me apaixonei uma vez.
Mas quantas vezes,
te vi perdida na rua,
respirando fundo.
E tudo que eu queria,
era segurar a sua mão e,
dar a volta ao mundo.
Eu me apaixonei uma vez.
Mas quantas vezes,
escrevi cartas,
cheias de palavras repetidas,
que não significavam nem metade,
do que eu sentia.
Eu me apaixonei uma vez.
E finalmente compreendi,
o que é importante para a razão,
é insignificante pro coração.
Eu sei e você sabe,
a nossa história,
não acaba aqui.
Nunca termina,
enquanto houver,
eu, você e um dia.
Hoje,
no final da tarde,
vou te ligar.
E é assim, no fim,
espero que dessa vez,
o nosso medo de sofrer,
se torne coragem,
pra viver.
Do site http://www.thebrocode.com.br/artigo-257-algum-dia


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